Marcas e Caminhos Criativos – o design de Magno Silveira

por Magno Silveira em 20/06/2012

Cartaz da exposição Marcas e Caminhos Criativos

Em abril deste ano o SESC São José dos Campos realizou uma exposição dos meus trabalhos de marca. Reencontrar esboços, primeiras anotações, erros e acertos do processo criativo e organizá-los estabelecendo uma leitura, foi um excelente exercício para mim. Foi como se olhasse para os trabalhos através de uma nova perspectiva graças ao distanciamento temporal. Depois, ao vê-los reunidos na exposição, tive a certeza de que já tinham vida própria e de fato sempre estiveram prontos para enfrentar o mercado.

Para a palestra de abertura tivemos o mestre Alexandre Wollner – uma honra indescritível. Wollner lotou o auditório e foi preciso colocar um telão no ambiente da comedoria do SESC. Recorde de público que surpreendeu o mestre. Disse-lhe então que ele havia chegado ao status de um pop-star. “Minha mulher precisa saber disso…”– respondeu, com aquela risada característica.

Magno e Wollner

Telão instalado para a palestra do Wollner

Palestra de Alexandre Wollner

Para o folder de divulgação, Rômulo Pinheiro –  Sócio-Diretor da Ásia Branding (grupo ABC), escreveu sobre a relação do design de marca e o branding. Um texto esclarecedor, que também muito me honrou.

Folder exposição

Cada painel da exposição aborda o processo criativo de determinada marca, com inclusão dos primeiros esboços, além dos módulos construtivos.

Patricia Peck Pinheiro Advogados

Motopiloto

Caule

Biz Interbusiness Tech

Festidança Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Cidade de São José dos Campos

Exposição Realidade Abstrata

 

Muito bacana ver o nosso trabalho despertando interesse nos estudantes, contribuindo na sua formação. Uma experiência inesquecível.

Encáustica

por Magno Silveira em 15/06/2012

Gosto da palavra “encáustica”. Para mim ela traduz perfeitamente essa técnica de pintura: tem um pouco de rispidez, de épico, de escavação. Todas as vezes que contemplo uma encáustica de Jasper Johns, me vem uma sensação de quase paladar, tal é o envolvimento sensorial que ele alcança com a sua obra. E sempre meu deu vontade de aventurar naquela textura. A encáustica é um processo que requer organização do material de trabalho e um procedimento ritualístico, quase alquímico: lidamos com fogo, água, cera de abelha, pigmentos e toda espécie de material, se quisermos fazer colagem. O que mais me empolga é justamente esta possibilidade de colagens e escavações. Arrependimentos de camadas sobrepostas e recuperação de cores e texturas que, em algum momento, foram encobertas. Prezo a desorganização (!) e por isso, sofri muito para fazer este primeiro trabalho. Queimei os pés com cera derretida; dedos, com água fervendo; e cortei a mão diversas vezes, em diversas camadas (rsrs) ao esfarinhar o bloco sólido de cera com espátula.
Demorei semanas para terminar a obra. As possibilidades são infinitas e, ainda por cima, escolhi uma dimensão que não favoreceu (em torno de 1,30m). Até que um dia resolvi liquidar o embate e enfrentei à altura o suporte de madeira coberto já por várias camadas de tentativas. O resultado aí está – gosto da composição equilibrada e da poética que surge através das camadas arqueológicas. Escavações de uma infância.

Mariantonios

por Magno Silveira em 14/03/2012

Mariantonios é um e-zine de trabalhos experimentais que se valem de uma precariedade necessária, recusando a conclusão, o acabamento. Como a minha labuta é desenhar marcas e projetos que precisam muitas vezes de objetividade e – sempre – de precisão, publicar no Mariantonios significou remexer as gavetas das mapotecas e desentocar trabalhos que ainda trazem o frescor da experimentação e do estampido. Neste número 2, o zine publicou um trabalho que fiz por volta de 1984, nos tempos de artes plásticas na Escola Guignard, em Belo Horizonte. Intimamente dei pra colagem o nome de República da Iraí – a rua do antigo prédio onde fundamos uma república de grandes amigos. Hoje, graças ao distanciamento no tempo, vejo na colagem ecos da minha admiração pelas obras de Paul Klee, Picasso e Marc Chagall. Veja o Mariantonios aqui.

Sobre pinturas digitais

por Magno Silveira em 14/03/2012

Hoje saiu uma matéria no Diário do Comércio, São Paulo, sobre as pinturas feitas no iPhone e iPad. A jornalista Kety Shapazian se interessou por algumas pinturas digitais que cometi, publicadas neste blog e fez uma matéria na medida. Saber que o David Hockney também pinta digitalmente, para mim, foi surpreendente e fico envaidecido por estar ao lado dele numa mesma página. Para ler, clique aqui.

 

Laurie Anderson

por Magno Silveira em 14/03/2012

Às vésperas de começar algumas práticas de gravura usando ferramentas e suporte tradicionais, no atelier do amigo George Gütlich (ok, zg, vc venceu!), recebo um livro aguardado há semanas: Night Life. Laurie Anderson é sua autora e ela me fascina desde os anos 1980 quando nos empolgou com O Superman – música crítica-minimalista-sintética-mântrica …
Em 2005, Laurie Anderson fez uma série de shows solo que chamou de The End of the Moon. Grande contadora de histórias, diz que naquela temporada começou a ter sonhos muito vívidos e instigantes. “I began to draw my dreams literally out of self-defense”.
Armada de um computador e tablet colocados ao lado de sua cama, nos hotéis, ela acordava no meio da noite e registrava os sonhos de maneira imediata, sem procurar interpretar ou pensar nos seus significados. Os desenhos e pinturas resultantes desse processo estão em Night Life, acompanhados de pequenos textos prosa-poéticos relativos ao sonho.
Laurie Anderson, artista da vanguarda multimídia no tempo em que ainda nem sabíamos muito bem a abrangência desta palavra (hoje fora de moda), continua a me inspirar. Fico pensando sobre a importância de se dominar a técnica tradicional da gravura (ou demais técnicas) para chegarmos a uma expressão artística, face à urgência existencial de registrarmos as imagens que habitam nossos sonhos. Interessam-me os gadgets, as tablets, os Macs porque eles me permitem a urgência. Os suportes e ferramentas tradicionais – tintas, grafite, goivas, metais e suas alquimias, ocupam o espaço atemporal das virtuoses. Formam uma espécie de bússola que nos ajuda na viagem, que exige disciplina e paciência para ser construída. Precisamos dos dois – me diz Laurie Anderson com sua música, seu desenho.

01.02.2005 – “The Hudson River is calm today ruffled by only a few whitecaps. I turn my head for a second. When I look back everything’s chaos.”

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Atelier de bolso #6

por Magno Silveira em 14/03/2012

Enquanto não me reaproximo da pintura em sua forma tradicional (pincel, tinta, suportes…), seguem mais algumas experiências intercalando os apps Pollock e Brushes no iPhone. Um, permite o gestual e o imprevisível; o outro, as texturas, o diálogo das cores.


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Imagens

por Magno Silveira em 14/03/2012

Existem imagens que nos seguem desde sempre. No meu caso, é a imagem do casal “Sagrado Coração”. Desde a infância, por longo tempo, contemplava a estampa religiosa na parede da copa. No final dos anos 1980 quis revolver um pouco a minha visão estabelecida da imagem e fiz um trabalho inspirado numa linguagem pop, voluntariamente “pobre” e “suja”. Utilizei lápis, guache e esmalte sintético prata. A minha intenção foi criar um espaço, uma moldura, onde a imagem do casal fosse passando como num clip musical, com movimentos repetidos e mecanizados. Com certeza para aliviar um pouco os olhos piedosos, gestos de aceitação e cores singelas daquela gravura persistente da infância. Às vezes penso em iconoclastia. Às vezes, em novas formas de reverência.


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Urupês, por Paim

por Magno Silveira em 14/03/2012

Entre os meus livros que precisam de restauração, encontro o Urupês, contos de Monteiro Lobato onde aparece pela primeira vez o Jéca Tatu. O exemplar é de 1944, publicado pela Livraria Martins Editora e parece-me ser a 4ª edição. Antônio Paim Vieira é o seu ilustrador. Paim, paulistano (1895-1988), morreu praticamente esquecido, mas foi um artista atuante nos movimentos nacionalistas do início do século XX, participando, inclusive, da Semana de Arte Moderna de 1922. É responsável pela capa da edição luxuosa de As Máscaras (1920), de Menotti del Picchia, o que lhe deu projeção como ilustrador, e por muitas outras capas das revistas Fon-Fon, A Cigarra e Para Todos. Buscou diferentes formas de expressão: pintor, ceramista, ilustrador, cenarista e professor, Paim buscou uma “estética brasileira” em seus trabalhos. Nestas ilustrações de Urupês, impressionam-me a rusticidade do pincel obtida por um movimento às vezes longo e sinuoso, às vezes curto e tosco e também as grandes capitulares integrando a mancha ilustrativa.


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Poty

por Magno Silveira em 14/03/2012

Napoleon Potyguara Lazzarotto, ou Poty, é o grande ilustrador de Guimarães Rosa. Claro que existem as capas despretensiosas das primeiras edições de Sagarana, feitas por Santa Rosa e os desenhos e xilos cheios de intenção do mineiro Arlindo Daibert, que não podemos ignorar. Mas Poty para mim ficou, desde a adolescência, irremediavelmente associado ao universo roseano. Filho de italianos, nascido em Curitiba (1924 – 1998), com 19 anos já tinha ilustrações publicadas em Lenda da Herva Mate Sapecada. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e aos 22 anos foi para a frança, com bolsa de estudos, onde aprendeu litografia. Poty dominou também as técnicas do mural, da serigrafia, da xilografia e da pintura. Muitos críticos consideram os seus murais como o trabalho mais representativo de sua obra. Eu prefiro suas xilos e bicos-de-pena principalmente quando rodeados por textos de Guimarães Rosa. Seguem aqui algumas de suas ilustrações retiradas de duas edições de Sagarana, para compararmos os resultados que ele conseguiu a bico-de-pena (10ª edição) com as mesmas ilustrações em xilogravura (19ª edição). As duas soluções me fascinam: os bicos-de-pena pela fluidez dos traços, pelos meios-tons, a textura; as xilogravuras pela crueza, pela determinação e arrojo das áreas negras. Personagens que transitam pelo norte de Minas, sul da Bahia, tão belamente ilustrados por um artista do Sul.


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Saudade, 1919

por Magno Silveira em 14/03/2012

Thales Castanho de Andrade, escritor piracicabano, tem como principal obra o livro Saudade, lançado em 1919. Este livro é objeto de alguns estudos acadêmicos sobre as relações cidade/campo, ruralismo/nacionalismo. É considerado um clássico por alguns estudiosos, um marco na literatura infanto-juvenil. Conta a história de… bem, não vou recontar o livro. Quero mesmo é falar sobre as ilustrações que o permeiam fartamente, de J. G. Villin. Elas nos enchem os olhos de maneira soberba, com alguns momentos de toques épicos. Montanhas, campos, árvores, casas, bichos – tudo nos fala em qual país se passa a história e nos reconhecemos ali. Hoje, querer estes valores numa ilustração soa como um pecado original. Saudade, nem pensar.






Atelier de bolso #5

por Magno Silveira em 14/03/2012

Seguem mais alguns ensaios “pintados” na telinha do iPhone. Faço como uma colagem explorando a sobreposição de camadas para obter um resultado um tanto “sujo”, mas com certo lirismo que as letras ajudam a alcançar. O grande barato é lidar com a limitação do tamanho físico do aparelho, ainda mais que tenho o hábito de fazer uma pintura gestual quando lido com materiais reais. Destes três painéis, gosto mais do primeiro: resultou numa imagem mais espontânea, mais precária, porém mais expressiva.


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Eis o brilho

por Magno Silveira em 14/03/2012

A minha última postagem, sobre as estampas coloridas a têmpera, rendeu-me um e-mail de leitor assíduo e exigente cobrando uma solução que possibilite visualizar o brilho feito a clara de ovo sobre as pinturas. “Que faça a coisa acontecer”, encerrou ele o seu e-mail que me envaideceu por ter leitores assim, aguerridos. Bem, esperei o sol da tarde entrar no estúdio e consegui uns ângulos que demonstram o “verniz” das pinturas. Agradeçam ao exigente leitor este plus. De minha parte, está aqui o agradecimento e o abraço fraterno.

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Moda de igreja

por Magno Silveira em 14/03/2012

Uma vez entrei numa espécie de antiquário, mas estava mais para uma casa entulhada, com pertences de um velho italiano saudoso de sua pátria. Queria voltar logo para a Itália onde pretendia passar o resto de seus dias e estava liquidando os pertences: móveis, velhos filmes fotográficos, livros, gramofone, rádio… Ele notou minha curiosidade com os livros, foi até um quartinho (impossível para qualquer outro mortal entrar) e de lá veio trazendo uma série de gravuras colorizadas à mão. Mais de 50 folhas com estampas retratando ordens religiosas e suas vestes características. Deliciei-me com a têmpera coberta em alguns trechos por um brilho feito a clara de ovo (infelizmente é impossível perceber esse brilho aqui, nos scanners). Isto aconteceu há uns cinco anos e desde então procuro referências históricas para estas gravuras. Se alguém tiver maiores informações, queira escrever para este pobre blogueiro.


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Flâmulas

por Magno Silveira em 14/03/2012

Tenho uma pequena coleção de flâmulas, garimpadas em um antiquário mineiro. Sempre me fascinou este universo de símbolos distintivos, bandeirolas. Certamente a flâmula mantém ligação com os estandartes medievais que representavam um cavaleiro, um rei, um navio, um exército… Na minha infância vi muito dessas flâmulas de esporte, de colégio, de cidades. Falar em cidades, observe a flâmula da inauguração de Brasília: toda negra. Premonição?


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Girando na mente

por Magno Silveira em 14/03/2012

Apaixonado pela música Domingo no Parque, de Gilberto Gil,
(veja letra) fiz, há alguns anos, umas ilustrações inspiradas nas xilogravuras de cordel e nas histórias em quadrinhos na tentativa de expressar o ritmo e a dramaticidade da composição cheia de tomadas cinematográficas. Veja o que deu:



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Um baiano da Argentina

por Magno Silveira em 14/03/2012

Em 1955 foi lançada, pela Livraria Progresso Editora, uma série de 10 livretos intitulada Coleção Recôncavo. Ela aborda temas variados da Bahia, com uma breve introdução a diversos desenhos de Carybé. Hector Julio Páride Bernabó, ou Carybé (apelido que ganhou no Brasil), nasceu em 1911 na Argentina e naturalizou-se brasileiro. Morreu em Salvador em 1997 durante uma sessão num terreiro de candomblé. Com traços de alta precisão e elegância, Carybé ilustrou magistralmente os costumes baianos. Hoje faço uma postagem com amostras do caderno número 2, cujo tema é o Pelourinho. Aos poucos postarei todos os cadernos.


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Tom Zé

por Magno Silveira em 14/03/2012

“Dudu, bidu, bidu, bi, mama água
dudu, bidu, bidu, papá, dá dá – a
Quando eu cheguei das estrelas
entrei na Terra
por uma caverna
chamada ‘nascer’
e eu era uma nave
uma ave
da ave-maria
e como uma fera
que berra
entrei na atmosfera”
Assim começa a viagem do LP Nave Maria (Tom Zé, 1984). No encarte do vinil, consta o seguinte crédito: “Capa e parto depois de vinte portas – Elifas Andreato”. Pois é, mais uma obra simplesmente genial do artista gráfico que se deixou levar pela jornada visionária de Tom Zé, criando uma capa totalmente metafórica: ao retirarmos o disco da capa fazemos um parto, nasce o som, espalha-se a poesia inquieta, espevitada, de Tom Zé.


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Rato de Sebo #3

por Magno Silveira em 14/03/2012

Comemorando o IV Centenário da Fundação de São Paulo, a Cia. Antarctica Paulista lançou um livreto (1954 – 16,5cm x 12cm) com reproduções de óleos dos pintores Diógenes Duarte Paes e Pedro Alzaga, pinturas pertencentes ao acervo da Companhia. São mais de 100 páginas mostrando a São Paulo do século XIX e da primeira metade do século XX. Olhando atentamente, percebemos que os artistas tiveram o cuidado de inserir anúncios dos produtos da Cia. Antarctica em suas pinturas, como parte do cenário. Quando não estão colocados em placas ou paredes, os anúncios aparecem nas carroças puxadas a cavalo ou até mesmo nos telhados. Estratégia inteligente para colocar a empresa dentro da tradição paulistana.


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Tintin, o filme

por Magno Silveira em 14/03/2012

Encontrei num sebo dois álbuns intitulados As Aventuras de Tintim no Cinema. Sabia que fizeram adaptação de Tintin para o cinema com atores, mas até hoje eu não havia encontrado nenhum material impresso sobre o assunto. Foram feitos dois filmes: Tintin e o Mistério do Tosão de Ouro (1960) e Tintin e as Laranjas Azuis (1964). Direção de André Barret, produção de Jean-Jacques Vierne, com Jean-Pierre Talbot no papel de Tintin. Impressionante como conseguiram transpor as características físicas dos personagens dos quadrinhos de Hergé para a telona. Além da fiel aparência de Tintin, temos o Capitão Haddock, o destemido Milu, o professor Girassol, os investigadores Dupont e Dupond, todos muito bem caracterizados. No Amazon.com podemos comprar esses filmes em DVD na versão original, em francês.

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Atelier de Bolso #4

por Magno Silveira em 14/03/2012

Explorar esta espécie de colagem com letras é estimulante. As formas são apenas álibi. Como disse-me certa vez Orlando Castaño, artista plástico e meu professor nos idos de 1983:
– A gente pinta o mesmo quadro a vida toda.


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